quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Responsáveis por liberar corpo errado de taxista de Ipiaú são afastados

Edvaldo morreu após exame em Salvador. (Foto: Giro em Ipiaú)
O maqueiro e o plantonista que liberaram o corpo errado para o funeral do taxista ipiauense Edvaldo Costa Mota, 68 anos, foram afastados das suas funções até que esteja clara a responsabilidade da instituição, segundo revelou a assessoria de imprensa do Hospital Roberto Santos ao Correio24h. A identidade do outro corpo ainda não foi revelada. O  caso ganhou repercussão em Ipiaú e chegou a ser divulgado nos principais meios de comunicação do estado. Parentes e amigos aguardavam o corpo para o funeral quando perceberam o erro assim que o caixão chegou na residência, por volta das 02h da madrugada. Em entrevista ao Correio da Bahia, a mulher do taxista, Delsonita dos Santos Mota, 55, seu Edvaldo tinha hepatite C e apresentou complicações em razão da doença na última semana — por isso viajou até Salvador na quarta-feira para fazer uma endoscopia. Na sexta-feira, quando já havia sido atendido e estava prestes a voltar para Ipiaú, Edvaldo foi encaminhado outra vez ao hospital. Ele morreu domingo, por volta de 18h de domingo. Ainda segundo Delsonita, foi durante o reconhecimento do corpo — feito por ela — que houve o equívoco. “Ele estava usando fralda e não tinha nome. O  rapaz (funcionário do hospital) perguntou se era aquele, eu estranhei, mas no meu sofrimento, disse que era”.  Às 2h de segunda, quando chegou ao destino,  um dos três filhos de Edvaldo percebeu que o homem no caixão não era seu pai. Delsonita ainda estava no ônibus a caminho do velório e o próprio filho veio até a capital desfazer a troca. A assessoria de imprensa do hospital confirmou a versão da família e informou que a unidade não errou — já que a própria família fez o reconhecimento cadavérico. Mesmo sem atribuir a responsabilidade da troca ao hospital, Delsonita acredita que faltou instrução ao funcionário que liberou o corpo. “Nunca tinha passado por isso (fazer reconhecimento de corpo), não sabia”. O corpo de Edvaldo, mais conhecido como “Carrancudo”, foi sepultado por volta das 19h no Cemitério Jardim da Saudade 2, após um breve culto fúnebre. 

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