Giro/José Américo
Dentre outros municípios baianos onde as forças oposicionistas se encontram fortalecidas e despontam com amplas chances de vitória na disputa pelo poder político, consta Ibirataia, segundo maior colégio da 24ª Zona Eleitoral. Nesta localidade, os que clamam pela mudança encontraram na pessoa do empresário Marcos Aurélio de Oliveira Almeida, 58 anos, a liderança natural para comandar o processo renovador. À frente dos 14 partidos que formam a coligação “Leal a Ibirataia”, ele avança de maneira ordeira, procurando respeitar os adversários e orientando os seus comandados a estabelecer o bom combate.
Residindo em Ibirataia há 36 anos, casado, duas filhas, militante do Partido Progressista-PP-, Marcos Aurélio tem competência administrativa comprovada na iniciativa privada e agora quer transferir essa bem sucedida experiência para o setor público. O resgate da moralidade no município é o objetivo principal da batalha empreendida. Confira nesta entrevista, o perfil , a linha de pensamento e as propostas desta liderança que levantou a bandeira da renovação e desponta como comandante da esperança de um povo que só deseja ser feliz.
GI- Vamos começar falando das suas origens, família, movimentos iniciais rumo ao sucesso.
MA- Nasci no Rio de Janeiro e logo nos primeiros anos de vida já estava morando em Jequié onde conheci a força do trabalho. Ainda criança ajudava minha mãe a vender leite e com isso me manter na escola e a criar meus irmãos. Sou filho de Manoel de Souza Almeida e dona Augusta Rocha Oliveira. Há 36 anos estou casado com Diva Eça Gomes Almeida, que me deu duas filhas: Flávia, graduada em Medicina, e Paula,formada em Arquitetura. Ambas são casadas, exercem as profissões que escolheram e nasceram em Ibirataia. Aos 16 anos de idade comecei a trabalhar numa empresa de compra e venda de cacau, através da qual tive a oportunidade de conhecer esta cidade e aqui me estabelecer. Aproveitei todas as oportunidades que a empresa me ofereceu e cheguei à condição de gerente da mesma. Hoje toco meu próprio negócio, no mesmo ramo empresarial. Tenho propriedades agrícolas, comercio e residência neste município.
GI- E a política, como aconteceu em sua vida?
MA- Desde adolescente eu gosto da política. A minha geração conviveu com a Ditadura Militar e fez resistência a ela. Ao chegar em Ibirataia, nos períodos eleitorais, torcia por determinados candidatos mas não podia me manifestar porque trabalhava em uma empresa que mantinha relações comerciais com diversos segmentos da comunidade local. A partir do momento que abrir minha própria empresa me decidir politicamente. Apoiei as candidaturas dos ex-prefeitos José Antonio, Julio Leal e Jorge Fair. Os dois primeiros fizeram um bom governo, enquanto o último não atendeu a expectativa de quem optou o seu nome. Definitivamente não fez um bom governo. Hoje me oponho a Jorge,enquanto Júlio e José Antonio estão me apoiando.
GI- De que maneira foi costurado esse arco de alianças?
MA- Nossa candidatura é resultado da indignação popular com o atual governo. Da maneira escandalosa como o município vem sendo administrando. Unimos forças, juntamos as oposições. José Antônio que é o atual vice- prefeito aderiu à nossa luta, porque nos conhece há 36 anos e não compactou com os desmandos do prefeito. A esposa de Julio é candidata a vice-prefeita na minha chapa. Luciano Guimarães abriu mão da sua candidatura para nos apoiar, o mesmo ocorrendo com Luis Machado. Ibirataia se uniu para resgatar a sua tradição de seriedade que tem sido maculada nos últimos quatro anos.
GI- E o desenvolvimento da sua campanha?
- Temos feito uma campanha pacifica, mostrando para a comunidade que somos a melhor opção e queremos fazer uma política diferente, sem xingamentos, sem ofensas. Do outro lado o adversário nos agride, xinga, nos acusa com inverdades e ainda assim nós liberamos o perdão. Nessa trajetória temos promovido diversas reuniões com a sociedade, ouvindo todos os segmentos, juventude, comerc iantes, agricultores, funcionários públicos, dentre outros. Das conversas colhemos dados para a consolidação do nosso Plano de Governo que certamente atenderá ao desejo do povo de Ibirataia.
GI- Nesse Plano de Governo, qual a principal prioridade?
MA- A moralidade política e o respeito aos recursos públicos.
GI- As pesquisas de opinião pública indicam um percentual muito alto em seu favor. Isto implica que a eleição já está definida?
MA- Negativo! Não podemos nos dar ao luxo de andar de salto alto, pois a palavra chave numa disputa eleitoral é a humildade. Começamos a campanha com 42 % das intenções de voto e hoje ampliamos essa margem para quase 60%. Essa ascendência ocorre em todas as regiões do município e se mostra maior na zona rural , em decorrência do descaso com que o atual governo vem dando a esse setor produtivo.
GI- Qual o seu Plano para o homem do campo?
MA- O homem do campo deve ser respeitado, atendido com boas estradas, boas escolas. O Secretário da Agricultura, em nosso governo, será uma pessoa que tenha capacidade de lidar com a comunidade rural, apoiando suas iniciativas, incentivando o trabalho das associações dos trabalhadores e pequenos produtores, introduzindo novas técnicas.Temos como meta mudar o perfil da monocultura, diversificar.
GI- O senhor já teve alguma experiência administrativa no setor público?
MA- Fui Secretário de Finanças, por seis meses, no governo de José Antônio. Depois disso administrei durante oito anos consecutivos a Fundação Hospitalar de Ibirataia. Foi um trabalho voluntário, sem remuneração. Durante esse tempo saneamos as finanças e equipamos a unidade, melhorando suas instalações físicas e ofertando um serviço de qualidade.
GI- Qual o comentário que o senhor tem a fazer do seu concorrente, Antonio Batista?
MA- Ele é um homem de bem! Fazia parte do nosso grupo político. Não entendemos até agora a sua atitude em debandar para o outro lado, já que três dias de assumir a candidatura governista ele criticava de maneira severa o grupo político do qual hoje é candidato.
GI- Em relação à composição do primeiro escalão do seu governo, o senhor já tem algum nome?
MA- Ainda não, entretanto é bom salientar que temos compromisso com a base que está nos acompanhando.
GI- Dentre a lideranças políticas históricas de Ibirataia, em particular dos ex-prefeitos, quais lhe serviram como modelo?
MA- Com uma rara exceção, Ibirataia tem sido um município bem servido em termos administrativos. Posso citar Rômulo Calheira, Ilton Lopes Leal, Florisval Abdon Fair, um dos melhores, Abnael Abdon Fair, Cesário Calheira, José Antonio da Costa que realizou inúmeras obras e Julio Leal que fez um governo popular, priorizando a assistência ao povo humilde. A única exceção é o atual prefeito. Ele manchou a administração municipal, comprometendo a boa imagem de Ibirataia, faltando com respeito ao dinheiro público e consideração com o povo. Nunca vimos Ibirataia em manchetes negativas da mídia nacional como ocorreu na atual gestão. Isso envergonha os cidadãos ibirataiense. Inegavelmente, Jorge Fair foi o pior prefeito da historia local!
GI- Concluindo esta entrevista queremos saber a sua opinião a respeito da espiritualidade?
MA- Posso dizer do acompanhamento do Divino Espírito Santo nesta campanha. Aos meus companheiros tenho dito que a tarefa de administrar Ibirataia deve acontecer com a orientação do Espírito Santo. Recebendo a sua benção e inspiração seguiremos em frente, com a esperança e a certeza de dias melhores.
(Giro/José Américo)
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