O Ministério Público Federal em Ilhéus ingressou com ação civil pública para suspender todas as ações relativas à construção da Ferrovia de Integração Leste/Oeste no subtrecho de Ilhéus a Barreiras. Foi pedida que a suspensão ocorra até que os procedimentos de licenciamento ambiental do Porto Sul e do Terminal de Uso Privativo da Bamin sejam concluídos. A ação é contra a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, que vai construir e usar a ferrovia.



O Ministério Público Federal alega que, com a liminar, pretende evitar a malversação e emprego indevido de recursos públicos federais uma vez que o Ibama não concluiu os procedimentos de licenciamento ambiental do Porto Sul e do Terminal Privativo da Bamin. Autores da ação civil pública, os procuradores da República Eduardo El Hage e Flávia Arruti afirmam que não são contra a construção da ferrovia ou à utilização desse meio de transporte que, comprovadamente, é mais econômico e moderno.



Eles dizem que o objetivo da ação é apenas evitar que o dinheiro público seja desperdiçado pela construção de uma ferrovia que não tem ponto final definido. A ferrovia vai ligar Ilhéus a Tocantins e deverá custar R$ 4,5 bilhões. A suspensão das obras pode gerar um prejuízo de grande monta para o governo e desempregar milhares de operários.